O BebéEritema Tóxico e Acne Neonatal: alterações cutâneas mais comuns em bebés

Eritema Tóxico e Acne Neonatal: alterações cutâneas mais comuns em bebés

A pele é o maior órgão do corpo humano e no recém-nascido desempenha um papel fundamental na transição do meio aquático do útero para o meio aéreo após o nascimento.

Até aos 24 meses de vida do bebé, a pele não é igual à dos adultos ou das crianças mais velhas. No momento do nascimento, a pele é muito sensível e frágil, passando por um período de adaptação ao seu novo meio.

A maioria das alterações da pele dos bebés é fisiológica, ou seja, é normal que aconteça, e transitória. No entanto, é uma fonte de preocupação para os pais e um motivo frequente de ida ao serviço de Urgência da Pediatria.

Hoje trago-vos duas alterações muito comuns na etapa neonatal: o eritema tóxico do recém-nascido e o acne neonatal.

Eritema tóxico

O eritema tóxico do recém-nascido é muitíssimo frequente, ocorrendo em até 50% dos bebés, independentemente do sexo ou da etnia. É raro em prematuros e em neonatos que pesam menos de 2,5kg.

Caracteriza-se por borbulhinhas semelhantes a picadas de inseto que começam na cara e que posteriormente se estendem para o tronco e extremidades. Não afeta as palmas das mãos nem as plantas dos pés.

Aparece entre as 24 e as 48 horas de vida e resolve-se de forma espontânea aos 7 dias de vida.

Durante os primeiros meses de vida, os bebés estão expostos a uma maior quantidade de hormonas transmitidas pela sua mãe, especialmente se fazem aleitamento materno.

Acne Neonatal

O acne neonatal é um exemplo de alteração hormonal.

Entre a segunda e a terceira semanas de vida, inicia-se uma erupção facial muito semelhante ao acne dos adolescentes e jovens adultos.

Aparecem borbulhas, algumas com cabeça branca e pus mas sem pontos negros. Estas lesões podem durar até 3 meses e desaparecem de forma espontânea.

O que devemos fazer se os nossos bebés apresentam eritema tóxico ou acne neonatal?

Aprimorar a higiene e a hidratação da pele, com produtos adequados a recém-nascidos. Não há indicação para fazer medicação, pois, como já vimos, são alterações que passam sozinhas.

Artigo escrito pela Pediatra Dra. Inês Claudino, Pediatra e fundadora do projeto Dona Bebé.

Pode saber mais sobre o projeto no seu Instagram e Facebook.

Assista ao vídeo

ARTIGOS RECENTES

ARTIGOS RELACIONADOS

Webinar | Tudo Sobre Puericultura No dia 05 de fevereiro, pelas 21h, a Mamãs Sem Dúvidas, a BebéVida e a 100% Bebé, prepararam um Workshop Gratuito "Tudo Sobre Puericultura". Participe neste workshop especial e tire todas as suas dúvidas sobre puericultura leve e pesada. Veja demonstrações práticas — desde como montar um carrinho até escolher o biberão certo — e descubra o que vale realmente a pena investir para preparar a chegada do seu bebé.O link de acesso ao evento será enviado no dia do mesmo.

Webinar | Tudo Sobre Puericultura

No dia 05 de fevereiro, pelas 21h, a Mamãs Sem Dúvidas, a BebéVida e a 100% Bebé, prepararam um Workshop Gratuito "Tudo Sobre Puericultura", pensado especialmente para si. Pode...
Exercício Físico no Pós-Parto: Quando e Como Recomeçar Joana Pereira | Fisiologista do Exercício Físico Especializada em Gravidez e Pós-Parto | Barrigas Felizes

Exercício Físico no Pós-Parto: Quando e Como Recomeçar

O retomar do exercício físico, no pós-parto, pode ser um desafio.Pela quebra de rotinas, que se viram obrigadas a ser alteradas devido à nova...
A amamentação depois do cancro da mama Artigo de opinião por Filipa Ribeiro, Mestre Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica e Consultora em Aleitamento Materno

A Amamentação Depois do Cancro da Mama

A amamentação é um ato de amor e de confiança. Mas quando a mulher viveu um cancro da mama, esse gesto ganha uma dimensão...