O BebéAndreia Rodrigues e o trajeto inspirador pelo mundo da maternidade

Andreia Rodrigues e o trajeto inspirador pelo mundo da maternidade

Andreia Rodrigues, modelo e apresentadora de televisão, revela-nos o melhor da maternidade, as diferenças ente a primeira e a segunda gravidez e a importância da criopreservação das células estaminais do cordão umbilical.

Como tem encarado esta segunda gravidez? Quais as principais diferenças que destaca relativamente à “primeira viagem”?

Esta gravidez está a ser em tudo diferente da primeira. Estamos a viver uma pandemia, tenho uma “bebé” de dois anos e meio e mais um cão, além da Roma, que é cachorro ainda. Sinto que tenho menos tempo para usufruir da gravidez, ando mais cansada, tenho alguns receios relacionados com a Covid-19 mas, por outro lado, há também uma descontração maior, porque há sintomas e sentimentos relacionados com a gravidez que já não são novidade e por isso sinto-me mais segura. Quero muito que a Inês fique no quentinho até ao fim, contudo confesso que estou muito ansiosa por ver a Alice e a Inês juntas e por somar ainda mais amor à família que temos vindo a construir – até porque para já ela é só minha (risos).

Quais as principais mudanças que ser mãe trouxe à sua vida?

Tantas. Ser mãe é uma aprendizagem constante, diária. Por um lado sinto-me mais vulnerável, porque o meu bem estar e felicidade dependem diretamente do bem estar da Alice e da Inês – mesmo que dentro da minha barriga – mas, ao mesmo tempo, sinto-me muito mais forte e resistente. Aprendi a dar mais importância às coisas simples, que não precisamos de muito para estarmos bem, ter a minha filha com saúde, estarmos todos bem de saúde, e poder ter  tempo de qualidade  com ela é o que mais importa, o resto corremos atrás e fazemos acontecer. Mesmo cansada é a ela e à Inês que vou buscar forças até porque continuo  a ser uma mulher de trabalho e a realizar-me muito naquilo que faço, preciso de trabalhar, mas com a Alice também aprendi a valorizar a importância de parar e estar a 100% para a ela e para os meus, porque o tempo corre e são esses momentos que criam memória e nos dão a preciosa ilusão de que podemos parar o tempo. Aprendi a escutar mais e a aceitar mais as minhas imperfeições, consciente que dou o melhor de mim e que ser mãe é sermos perfeitas na nossa imperfeição. Valorizo ainda mais a minha mãe agora.

Do que sentia mais saudades relativamente à gravidez?

Talvez do facto de nestes meses os nossos bebés serem só nossos. De sentir os movimentos dentro de mim, de sermos um só.

Love Is My Favorite Color (@love.is.my.favorite.color)

Qual o melhor conselho que daria a alguém que está prestes a ser mãe?

Que desfrute de todos os momentos, porque tudo passa demasiado depressa. Esquecer os julgamentos. Dar muito colo ao bebé. Vão existir dias difíceis, desafios, vamos sentir-nos tristes e ficar ainda mais tristes porque parece que esse sentimento não nos é permitido, porque temos o bem mais valioso da nossa vida e estamos tristes ou deprimidas, quando o que a sociedade exige é que estejamos a explodir de felicidade, só que uma coisa não impede a outra e muitas vezes numa fração de segundos vamos sentir-nos felizes e tristes, vamos ter a certeza que não há nada mais avassalador e é algo que nos transcende e vamos pensar “o que é que eu fui fazer à minha vida?!” (risos). Faz parte, aceitar os dias menos bons é fundamental e pedir ajuda também. Não temos de ser super mulheres. Aceitar que precisamos de apoio e que temos as nossas fragilidades é o que nos torna mais fortes, porque estaremos melhores e mais capazes para o nosso bebé.

Como está a Alice a reagir à chegada da irmã?

Para já, está a reagir bem, todos os dias pergunta se a mana já cresceu e se pode vir cá para fora. Dá beijinhos na barriga e fala com a mana. Há dias em que diz que quer ir para a barriga da mãe também.

O que a fez voltar a confiar na BebéVida nesta segunda gravidez?

São 15 anos de um trabalho excepcional. Um laboratório português, com uma equipa prestigiada, que trabalha com a tecnologia mais avançada e é detentora de uma acreditação única em Portugal, e depois – tão importante como tudo o mencionei – a forma como estão próximos de quem os escolhe, têm uma vertente humana que para mim é fundamental.

Porque achou importante realizar a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical?

Sei que são inúmeras as doenças que são tratáveis com as células estaminais do cordão umbilical e ficam imediatamente disponíveis após a colheita, um processo que é absolutamente indolor e nada invasivo. Havendo esta hipótese e podendo ser feito este investimento acho que não devemos pensar duas vezes. Apesar de acreditar que todos os pais ao  fazerem esta colheita e investimento desejam nunca precisar de a utilizar mas é mais uma segurança que temos, não há nada mais valioso do que a saúde dos nossos filhos. Fizemos esta criopreservação com a Alice e iremos voltar a fazer com a Inês, pela saúde das nossas filhas.

Entrevista feita pela Equipa Mamãs Sem Dúvidas

ARTIGOS RECENTES

ARTIGOS RELACIONADOS

Webinar… Tudo sobre os Direitos Parentais

27 de agosto Como funciona? No dia 27 de agosto, às 21h00, conheça os seus direitos enquanto mãe, pai ou futuro pai. A chegada de um bebé...

Saúde Mental no Pós-Parto: Reconhecer e Cuidar

O pós-parto é caracterizado por um período variável de tempo, que é marcadamente intenso, física, emocional e psicologicamente. Contudo, esta fase é muitas vezes...
E depois do bebé nascer, o que acontece?! Já passamos pelo parto, já temos o nosso bebé nos braços e se achávamos que o mais desafiante era o momento do parto, percebemos rapidamente que os verdadeiros desafios vão surgir agora, agora que vamos para casa. O regresso a casa depois do parto pode ser um dos momentos mais simbólicos — e ao mesmo tempo mais desafiantes — do pós-parto. No hospital, há profissionais por perto, há uma rede de apoio disponível para ajudar à distância de um clique no botão. Em casa, a porta fecha-se e instala-se uma nova realidade: agora somos só nós, a aprender tudo do zero ou a aprender a gerir tudo com mais um bebé, muitas vezes exaustos e emocionalmente vulneráveis. Este momento, para muitos pais e famílias pode ser vivido com grande ansiedade e stress, pelo medo de estarem sozinhos com o bebé, por não saberem se vão ser capazes de atender às necessidades do seu bebé e manter os cuidados e atenção com outros filhos, pelas dúvidas que surgem no ar, pelas conversas que não foram tidas e expectativas que não foram ajustadas. Preparar o regresso a casa, é muito mais profundo do que preparar o enxoval, o quarto, as roupas. Preparar o regresso a casa exige reflexão, diálogo, antecipação, criação de estratégias e plano de “SOS”, para que consigam mais facilmente gerir os diferentes desafios e situações que possam existir. Quando não existem estes momentos de diálogo e reflexão prévios, muitas vezes o casal pode deparar-se com uma realidade dura, desafiante, esgotante, que os leva ao afastamento, ao julgamento, às críticas e discussões. Num período em que seria necessário existir união, compreensão, empatia e trabalho em equipa. Preparar o regresso a casa e as rotinas é algo necessário de acontecer ainda durante a gravidez. Tal como preparam o quarto para o bebé, as primeiras roupas, as malas para a maternidade, é igualmente importante antecipar o que será o regresso a casa e prepararem-se para as mudanças que vão surgir, com ferramentas que vão certamente ajudar neste processo. Psicóloga Ana Beatriz Sousa @absousa_psicologa Guia Prático para os Casais Prepararem o Regresso a Casa Este guia foi criado para apoiar casais na transição para o pós-parto. Não é um plano rígido, nem uma lista de obrigações. É um convite ao diálogo, à escuta, a ajustar expectativas e ao cuidado mútuo. De seguida, vão encontrar uma lista com várias perguntas que podem responder durante a gravidez, voltarem a refletir juntos no final da gravidez e reler sempre que for necessário nas primeiras semanas de pós-parto. Perguntas que o casal deve refletir, conversar e responder antes da ida para a maternidade: ➔ Como imaginamos que vão ser os primeiros dias em casa? ➔ Que receios/ medos temos em relação ao regresso a casa? ➔ Como lidamos, enquanto casal e individualmente, quando a realidade não corresponde às expectativas? ➔ Como esperamos que seja o papel de cada um? ➔ Quais são os cuidados/ necessidades do bebé que vamos ter de dar resposta? E quem vai assumir esses cuidados? ➔ Que outras tarefas vão existir e quem vai assumir esses momentos (ex. tarefas de casa, logística de outros filhos, cuidados de algum animal de estimação, compras, etc.)? ➔ Como vamos gerir a privação de sono, as noites mal dormidas e os despertares? ➔ Que sinais podemos utilizar para pedir ajuda ao outro, quando um estiver demasiado exausto? ➔ Que estratégias podemos utilizar para conseguirmos descansar por turnos? ➔ O que é inegociável para o nosso bem-estar enquanto casal? Quais são os mínimos? ➔ Como podemos lidar com o cansaço, frustrações, sem nos afastarmos? ➔ Como vamos fazer a gestão com as pessoas de fora (familiares, amigos)? Quais são os nossos limites? ➔ Quem faz parte da nossa rede de apoio real? ➔ Que tipo de ajuda vamos precisar — prática, emocional, logística? A quem podemos pedir essa ajuda? ➔ O que é verdadeiramente essencial conseguirmos dar resposta e manter neste início de pós-parto? O que estamos dispostos a deixar para depois? Psicóloga Ana Beatriz Sousa @absousa_psicologa ➔ Como queremos cuidar um do outro neste pós-parto? ➔ Que pensamentos queremos lembrar quando estivermos no limite? Preparar o regresso a casa não significa que vão ter todas as respostas e estar totalmente preparados para o que aí vem. Mas sim, ter a disponibilidade para irem encontrando as respostas e o vosso caminho em conjunto, como uma equipa. O regresso a casa não é apenas a chegada de um bebé. É a chegada também de uma nova dinâmica — e ela merece ser vista, falada e cuidada.

Preparar o Regresso a Casa e a Rotina com o Parceiro

E depois do bebé nascer, o que acontece?! Já passamos pelo parto, já temos o nosso bebé nos braços e se achávamos que o mais desafiante...