Parto e Pós PartoAmamentaçãoDúvidas e mitos sobre a Amamentação

Dúvidas e mitos sobre a Amamentação

Uma das coisas que todas as grávidas têm em comum é ter ouvido um, ou muitos conselhos e palpites durante a gravidez. Muitos, geralmente, são crenças populares sem nenhum fundamento científico e a amamentação é com certeza um dos assuntos mais rodeados de mitos, opiniões e até mesmo superstições.

Para ajudar as mamãs a esclarecer algumas das dúvidas sobre o assunto, reunimos algumas das dúvidas mais comuns sobre a amamentação.

Amamentar é fácil

Começamos a nossa lista com um grande tabu. Apesar de um processo natural e biológico, amamentar NÃO é uma tarefa fácil! Amamentar é muito mais do que nutrir uma criança. Requer entrega, paciência, dedicação, sensibilidade e, em algumas situações, exigem condições de saúde que permitam a amamentação.

Algumas mulheres produzem leite fraco

Este é um dos mitos mais frequentes! Nenhum leite materno é fraco. O leite é considerado um alimento “vivo”, já que a sua composição se modifica a cada mamada. 

A sua consistência é mais “leve” e de digestão mais rápida do que a de leites industrializados e, por isso, existem pessoas que associam a textura mais fina a menores propriedades nutricionais. O leite materno é rico em nutrientes, proteínas e anticorpos que fortalecem a imunidade e são muito importantes para o crescimento da criança. 

Cerveja preta aumenta a produção de leite materno

Não existe nenhuma evidência científica que indique que a ingestão de qualquer alimento aumente a produção de leite. A única bebida que ajuda no processo de lactação é a água. As mamãs devem consumir entre 2 e 3 litros de água por dia, para manter a produção do leite e manterem-se bem hidratadas.

O tipo de parto interfere na amamentação

Independente do tipo de parto, toda a mulher pode amamentar, desde que não exista uma contraindicação médica. Nos casos em que o bebé nasce através de uma cesariana, a descida do leite pode demorar um pouco mais em comparação às mamãs que têm o parto normal, devido à demora um pouco maior na ação de algumas hormonas que auxiliam esse processo.

Qualquer mulher que está a amamentar seu bebé pode amamentar também outra criança sem ser seu filho 

Cada mamã deve amamentar apenas o seu bebé.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) contraindica a amamentação cruzada porque essa prática apresenta um risco à saúde do bebé, que pode ser contaminado com alguma doença infecciosa transmitida pelo leite da mulher que amamenta. Consulte sempre seu médico no caso de dúvidas.

Quanto mais o bebé mamar, maior será a produção de leite 

Esta é uma afirmação verdadeira. Por isso, recomenda-se que a amamentação ocorra de forma livre, principalmente nos primeiros dias de vida do recém-nascido e durante os seis primeiros meses de idade.

Quando o bebé suga no seio da mamã, esse estímulo envia um alerta para o cérebro, que liberta as hormonas responsáveis pela lactação e condução do leite, aumentando ou mantendo a produção do leite.

O bebé deve mamar a cada três horas

Atualmente, a maioria dos pediatras defende que o bebé deve mamar sempre que manifestar vontade, sem horários definidos e no seu próprio ritmo principalmente nos três primeiros meses de vida. Converse com o pediatra que vai acompanhar o seu bebé e siga as orientações dadas.

A alimentação da mamã pode influenciar nas cólicas do bebé

Existem muitos estudos científicos sobre esta questão, mas nenhum até hoje foi capaz de  comprovar a relação da alimentação materna com as cólicas no bebé. O mais importante é que a mamã se alimente de forma saudável e que se mantenha bem hidratada.

Seios pequenos produzem menos leite

O tamanho dos seios não tem nenhuma relação com a capacidade de produção de leite. 

Stress e nervosismo podem diminuir a produção de leite

Assim como o cansaço físico e a privação do sono, situações de stress e grande nervosismo podem prejudicar a produção do leite materno. As mamãs precisam de um ambiente calmo, muito carinho e descansar sempre que possível para amamentarem os seus bebés com tranquilidade e paz.

A amamentação funciona como um anticontraceptivo

Durante a amamentação, a produção de prolactina, hormona que inibe a ovulação, regista um aumento. Porém, este facto não é garantia de não engravidar, porque estes níveis não são estáveis e podem variar de uma mulher para outra.

 

Artigo escrito pela Equipa Mamãs Sem Dúvidas, com base nas Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez

Ver mais dicas na Academia Online

ARTIGOS RECENTES

ARTIGOS RELACIONADOS

Barrigas Ativas PRESENCIAL 25 julho 10h00 Jardins do Campo Grande (1)

Treino Diário para Grávidas PRESENCIAL

25 de julho Como funciona? No dia 25 de julho, às 10h00, o Treino Diário para Grávidas sai do online e acontece presencialmente, nos Jardins do...

Saúde Mental no Pós-Parto: Reconhecer e Cuidar

O pós-parto é caracterizado por um período variável de tempo, que é marcadamente intenso, física, emocional e psicologicamente. Contudo, esta fase é muitas vezes...
E depois do bebé nascer, o que acontece?! Já passamos pelo parto, já temos o nosso bebé nos braços e se achávamos que o mais desafiante era o momento do parto, percebemos rapidamente que os verdadeiros desafios vão surgir agora, agora que vamos para casa. O regresso a casa depois do parto pode ser um dos momentos mais simbólicos — e ao mesmo tempo mais desafiantes — do pós-parto. No hospital, há profissionais por perto, há uma rede de apoio disponível para ajudar à distância de um clique no botão. Em casa, a porta fecha-se e instala-se uma nova realidade: agora somos só nós, a aprender tudo do zero ou a aprender a gerir tudo com mais um bebé, muitas vezes exaustos e emocionalmente vulneráveis. Este momento, para muitos pais e famílias pode ser vivido com grande ansiedade e stress, pelo medo de estarem sozinhos com o bebé, por não saberem se vão ser capazes de atender às necessidades do seu bebé e manter os cuidados e atenção com outros filhos, pelas dúvidas que surgem no ar, pelas conversas que não foram tidas e expectativas que não foram ajustadas. Preparar o regresso a casa, é muito mais profundo do que preparar o enxoval, o quarto, as roupas. Preparar o regresso a casa exige reflexão, diálogo, antecipação, criação de estratégias e plano de “SOS”, para que consigam mais facilmente gerir os diferentes desafios e situações que possam existir. Quando não existem estes momentos de diálogo e reflexão prévios, muitas vezes o casal pode deparar-se com uma realidade dura, desafiante, esgotante, que os leva ao afastamento, ao julgamento, às críticas e discussões. Num período em que seria necessário existir união, compreensão, empatia e trabalho em equipa. Preparar o regresso a casa e as rotinas é algo necessário de acontecer ainda durante a gravidez. Tal como preparam o quarto para o bebé, as primeiras roupas, as malas para a maternidade, é igualmente importante antecipar o que será o regresso a casa e prepararem-se para as mudanças que vão surgir, com ferramentas que vão certamente ajudar neste processo. Psicóloga Ana Beatriz Sousa @absousa_psicologa Guia Prático para os Casais Prepararem o Regresso a Casa Este guia foi criado para apoiar casais na transição para o pós-parto. Não é um plano rígido, nem uma lista de obrigações. É um convite ao diálogo, à escuta, a ajustar expectativas e ao cuidado mútuo. De seguida, vão encontrar uma lista com várias perguntas que podem responder durante a gravidez, voltarem a refletir juntos no final da gravidez e reler sempre que for necessário nas primeiras semanas de pós-parto. Perguntas que o casal deve refletir, conversar e responder antes da ida para a maternidade: ➔ Como imaginamos que vão ser os primeiros dias em casa? ➔ Que receios/ medos temos em relação ao regresso a casa? ➔ Como lidamos, enquanto casal e individualmente, quando a realidade não corresponde às expectativas? ➔ Como esperamos que seja o papel de cada um? ➔ Quais são os cuidados/ necessidades do bebé que vamos ter de dar resposta? E quem vai assumir esses cuidados? ➔ Que outras tarefas vão existir e quem vai assumir esses momentos (ex. tarefas de casa, logística de outros filhos, cuidados de algum animal de estimação, compras, etc.)? ➔ Como vamos gerir a privação de sono, as noites mal dormidas e os despertares? ➔ Que sinais podemos utilizar para pedir ajuda ao outro, quando um estiver demasiado exausto? ➔ Que estratégias podemos utilizar para conseguirmos descansar por turnos? ➔ O que é inegociável para o nosso bem-estar enquanto casal? Quais são os mínimos? ➔ Como podemos lidar com o cansaço, frustrações, sem nos afastarmos? ➔ Como vamos fazer a gestão com as pessoas de fora (familiares, amigos)? Quais são os nossos limites? ➔ Quem faz parte da nossa rede de apoio real? ➔ Que tipo de ajuda vamos precisar — prática, emocional, logística? A quem podemos pedir essa ajuda? ➔ O que é verdadeiramente essencial conseguirmos dar resposta e manter neste início de pós-parto? O que estamos dispostos a deixar para depois? Psicóloga Ana Beatriz Sousa @absousa_psicologa ➔ Como queremos cuidar um do outro neste pós-parto? ➔ Que pensamentos queremos lembrar quando estivermos no limite? Preparar o regresso a casa não significa que vão ter todas as respostas e estar totalmente preparados para o que aí vem. Mas sim, ter a disponibilidade para irem encontrando as respostas e o vosso caminho em conjunto, como uma equipa. O regresso a casa não é apenas a chegada de um bebé. É a chegada também de uma nova dinâmica — e ela merece ser vista, falada e cuidada.

Preparar o Regresso a Casa e a Rotina com o Parceiro

E depois do bebé nascer, o que acontece?! Já passamos pelo parto, já temos o nosso bebé nos braços e se achávamos que o mais desafiante...