As transformações físicas e emocionais durante a gravidez

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20 de Julho de 2021

Um resultado positivo para gravidez deixa muitas mulheres “nas nuvens”. A alegria da notícia, os parabéns dos amigos e familiares podem até inspirá-la. No entanto, quando a gestante se depara com todas as mudanças pelas quais passará, alterações físicas, emocionais e psicológicas, muitas vezes toda aquela euforia desaparece e surgem as primeiras inquietações.

Durante o período gestacional, a mulher está suscetível a diversos fatores de stress próprios dessa fase, que podem provocar incómodos locais ou generalizados. Além das transformações físicas, as mulheres grávidas ainda precisam de lidar com várias mudanças psicológicas.

Os incómodos mais frequentes, na fase inicial da gravidez são:

  • Náuseas e/ou vómitos;
  • Mudanças no paladar e no apetite;
  • Azia e leves dores de estômago, devido à subida das secreções gástricas ao esófago;
  • Aversão a alguns odores;
  • Sensação de maior cansaço ou fadiga, falta de energia;
  • Dores nas costas que podem aparecer em qualquer momento durante a gravidez, normalmente relacionadas com a adaptação do corpo às alterações físicas, aumento de peso, atividade física excessiva ou posições incorretas;
  • Prisão de ventre, devido sobretudo a uma lentidão progressiva do trânsito intestinal, por causa da ação relaxante das hormonas da gravidez no intestino;
  • Hipersensibilidade mamária;
  • Alterações de humor devido às mudanças hormonais, o estrogénio e a progesterona duplicam, e a parte mais racional diminui à medida que as emoções se intensificam e os sintomas mais comuns são irritabilidade, sensibilidade, desânimo, alterações da rotina do sono e do apetite, podendo também afetar a vida conjugal e familiar.

Num período mais avançado da gravidez podem surgir:

  • Aumento de peso exagerado que necessita de aconselhamento médico;
  • Sensação de dificuldade em inspirar;
  • Estímulo frequente para urinar ou mesmo pequenas perdas de urina devido ao peso e pressão que o útero exerce sobre a bexiga e ao estiramento dos músculos e ligamentos do pavimento pélvico;
  • Cãimbras musculares, muitas vezes nas pernas, plantas e dedos dos pés;
  • Retenção de líquidos, principalmente nos últimos meses de gravidez, sobretudo nas pernas, tornozelos, podendo inchar um pouco sobretudo ao fim do dia;
  • Flatulência pois o intestino trabalha mais lentamente;
  • Estrias na pele sobretudo no abdómen, na raiz das nádegas e nos seios;
  • Pressão pélvica inferior, provocando desconforto ou dor.

É claro que cada que cada mulher reage de maneira diferente a essas mudanças, por isso é imprescindível que, independente da intensidade dos sintomas, a mulher aprenda a reconhecê-los e a conviver da melhor maneira possível consigo mesma durante essas fases. A mulher mais determinada e calma pode se tornar insegura e frágil e experimentar uma mudança de humor que vai de tristeza a euforia ou do choro ao riso.

O diálogo e a compreensão do seu companheiro e da família são fundamentais para que a grávida consiga ajustar-se física e emocionalmente à gravidez, e viver este momento da forma mais tranquila possível.

À medida que se aproxima do parto, as alterações físicas, como o aumento do abdómen, levam a queixas e consequências como cansaço, dores de costas, incontinência urinária, insónia, entre outras. E todas essas situações podem alterar o estado emocional da grávida, vivenciando momento de incerteza, dúvida e medo, preocupando-se com o parto, se está tudo pronto e não falta nada para receber o seu bebé, e depois se vai conseguir amamentar. Esses inúmeros questionamentos tornam-se um turbilhão de emoções que podem também afectar a sua rotina diária.

Todas estas alterações são normais e devem ser temporárias. Se durarem um longo período de tempo, a mãe deve recorrer ao seu médico e falar abertamente sobre o assunto, para o seu bem e o bem do seu bebé.

Como pode o yoga ajudar?

A depender do grau e dos fatores relacionados, o yoga durante a gravidez tem mostrado ser eficaz para evitar e controlar a maioria dos desconfortos típicos físicos e psicológicos deste período, em aumentar o relaxamento e reduzir as hormonas do stress no organismo da mãe.

Através da realização de posições físicas suaves em harmonia com a respiração lenta e tranquila, é promovido o relaxamento das articulações, a mobilidade pélvica, o aumento da flexibilidade e força muscular. Os exercícios respiratórios, de relaxamento e meditação, ajudam a grávida a adaptar-se às transformações físicas que ocorrem durante toda a gravidez, preparando o corpo da mulher e a sua mente para o momento do parto, fazendo com que a grávida se torne mais consciente de si mesma, das necessidades do seu bebé, e das mudanças que estão ocorrendo, aproveitando ao máximo este momento único na sua vida.

Artigo escrito pela Professora de Yoga e Educadora Pré-Natal Susana Lopes,
Fundadora do projeto Yoga e Maternidade

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