GravidezInfeções vaginais durante a gravidez

Infeções vaginais durante a gravidez

Ninguém gosta de falar de infeções vaginais e são muito embaraçosas para quem as contrai. Identificá-las e tratá-las precocemente é a melhor forma de as enfrentar.

Durante a gravidez, muitas mulheres têm secreções vaginais abundantes – Leucorreria. Embora em geral não sejam motivo de preocupação, convém consultar o médico sempre que associadas a outros sintomas, pois o fluxo intenso pode indiciar uma infecção e deve prevenir-se para que não venha a transmitir-se ao bebé durante o parto.

Aos primeiros sintomas de infeção, a mulher deve ir a uma consulta para que o médico a identifique.

Entre as infecções vaginais mais comuns destacam-se:

Tricomoníase

É uma doença sexualmente transmissível (DST) causada por um parasita. Os sintomas podem aparecer entre 5 a 28 dias após o contágio.

Os principais sintomas são:

  • Desconforto ao urinar.
  • Desconforto durante as relações sexuais.
  • Irritação e prurido na área vaginal.
  • Secreções espumosas de cor escura (verde ou cinza).
  • Odor forte.

O diagnóstico é feito após um exame pélvico e testes laboratoriais.

O tratamento é geralmente realizado com medicamentos de aplicação tópica. O futuro pai deverá também ter acompanhamento e tratamentos clínicos.

Consequências: Não se transmite ao feto.

Aftas

Podem desenvolver-se em qualquer altura, dado que se desenvolvem a partir de fungo – cândida albicans. A gravidez é uma altura em que é habitual surgirem. Este fungo existe normalmente na zona vaginal de forma inofensiva.

Os principais sintomas são:

  • Dor ao urinar.
  • Dor durante as relações sexuais.
  • Secreções espessas e inodoras de uma cor branco-leite.

O diagnóstico consiste num despiste de vaginite bacteriana pela semelhança e sintomas.

O tratamento é feito com um anti-fúngico que possa ser utilizado sem risco durante a gestação. O futuro pai deve também fazer um tratamento idêntico a fim de evitar futuro contágio.

Consequências: Pode ser transmitido ao bebé na altura do parto. As consequências mais comuns para o bebé são aftas na boca e consequentemente dificuldade em se alimentar.

Clamídia

Na maioria das mulheres é assintomática e consequentemente não é fácil de detectar.

Transmite-se frequentemente pela via sexual, sobretudo nas mulheres mais jovens. Quando não é detectada precocemente pode produzir inflamação pélvica.

Os principais sintomas são:

  • Dor na parte inferior do abdómen.
  • Secreções atípicas.

O diagnóstico é feito após um exame laboratorial e o tratamento consiste na toma de antibióticos.

Consequências: Pode provocar infertilidade por provocar eventualemente aderências pélvicas.

Herpes

Pode adquirir-se por contágio durante as relações sexuais.

Os principais sintomas são:

  • Inflamação na vagina.
  • Dor e picadas ao urinar.
  • Sensação do formigueiro em toda a zona vaginal.

O diagnóstico é feito após um exame ao sangue e embora não exista um tratamento para a cura, existem medicamentos que acalmam as crises.

Consequências: Geralmente, não afeta o bebé, se a crise não se desenrola no final da gestação. Mesmo neste caso, a possibilidade de afetar o bebé é muito remota.

Artigo escrito pela equipa do Mamã, Papá e Eu, Centro de Informação de Puericultura

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