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Como os 9 meses de gestação podem moldar a futura vida do seu bebé

Sabemos que o ambiente físico, emocional e mental da mãe irá influenciar o desenvolvimento do bebé, e também a forma como a mãe perceciona o ambiente em que se encontra desempenha um grande papel no desenvolvimento do seu bebé. As reações da mãe introduzem o bebé ao mundo exterior, o bebé está a perceber para o que deve estar preparado através dos sinais internos da mãe.

A ciência confirma hoje que não somos simplesmente vítimas do nosso histórico genético, e os genes não são ativados aleatoriamente, mas sim são ativados ou desativados por um gatilho ambiental. Esse gatilho pode ser a nutrição da mãe, uma toxina, um impacto emocional bom ou mau, ou o stress.

Por isso não temos de ser vítimas da nossa hereditariedade física ou psicológica, se não tivermos vivido num ambiente que nos predisponha para tal, e se os pais estiverem conscientes do seu importante papel.

O geneticista Bruce Lipton afirma: “A ativação dos programas dos genes é controlada pela atmosfera do ambiente. Mais precisamente pela perceção que o organismo tem desta atmosfera. Emoções maternas como ansiedade ou raiva ou, pelo contrário, amor e esperança influenciam bioquimicamente a seleção e a reescrita do código genético da criança no útero com consequências evolucionárias muito profundas em gerações futuras. Os futuros pais são verdadeiros ‘engenheiros genéticos’. É urgente, para os mesmos, que sejam informados.” Acidentes, falhas, doenças, emoções não processadas podem ser constantemente repetidas ao longo da história familiar de várias gerações.

Para se libertar, a si e às próximas gerações destas situações repetitivas, a mãe tem de se autoavaliar porque o seu bebé merece o melhor começo de vida. Conseguimos agora entender o quão importante é a maneira como a mãe toma conta de si durante a gravidez fisicamente bem como a nível emocional, as experiências e sentimentos da mãe também estão a influenciar o desenvolvimento psicológico do bebé.

Durante a gravidez, o bebé sabe se é amado ou não através do sistema endócrino e das hormonas da mãe, que afetam a bioquímica do bebé e criam os mesmos sentimentos que a mãe. Um bebé em gestação precisa de se sentir conectado, aceite e amado. Os pais podem ajudar criando uma ligação desde a conceção e fazendo-a crescer ao longo da gravidez, comunicando e aceitando a sensibilidade do seu bebé desde o início da gravidez.

Tudo isto irá definir as bases para a autoestima do bebé como seja o seu amor próprio, conexão e confiança ou desconfiança, as suas crenças, atitudes, mecanismos de defesa e até mesmo problemas em futuros relacionamentos.

Barbara Findeisen, membro fundador da APPPAH – Associação de Psicologia e Saúde Pré e Perinatal, diz: “Há algo maravilhoso nas pessoas que têm uma conexão original e intacta com elas mesmas, devido a uma ligação própria e uma boa experiência no útero e no parto. Têm uma confiança de nível superior na vida. Quando há uma crise, voltam ao senso de identidade e à confiança no universo. O seu contexto é confiança e amor.”

Ao longo de 4 décadas foram realizadas pesquisas científicas no âmbito da psicologia pré e perinatal, mostrando a tremenda importância da gravidez e dos primeiros anos de vida do bebé, que terão efeito mais tarde tanto a nível físico como psicológico. Por exemplo hormonas de stress criadas pela mãe podem perturbar o desenvolvimento de órgãos do bebé estando este dentro do útero e podem ter consequências a longo prazo na saúde física do bebé, depois do nascimento.

Esta informação coloca uma tremenda responsabilidade nos pais, no entanto isto também deve ser visto como uma grande oportunidade de influenciar e dar ao seu bebé o carinho e apoio que tanto precisa, e partilhar pensamentos positivos e sentimentos com o seu bebé, inspirando o novo universo que se está a formar – inspirando os seus sentimentos.

Artigo escrito pela Professora de Yoga e Educadora Pré-Natal Susana Lopes,
Fundadora do projeto Yoga e Maternidade

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