Andreia Rodrigues e o trajeto inspirador pelo mundo da maternidade

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1 de Fevereiro de 2021

Andreia Rodrigues, modelo e apresentadora de televisão, revela-nos o melhor da maternidade, as diferenças ente a primeira e a segunda gravidez e a importância da criopreservação das células estaminais do cordão umbilical.

Como tem encarado esta segunda gravidez? Quais as principais diferenças que destaca relativamente à “primeira viagem”?

Esta gravidez está a ser em tudo diferente da primeira. Estamos a viver uma pandemia, tenho uma “bebé” de dois anos e meio e mais um cão, além da Roma, que é cachorro ainda. Sinto que tenho menos tempo para usufruir da gravidez, ando mais cansada, tenho alguns receios relacionados com a Covid-19 mas, por outro lado, há também uma descontração maior, porque há sintomas e sentimentos relacionados com a gravidez que já não são novidade e por isso sinto-me mais segura. Quero muito que a Inês fique no quentinho até ao fim, contudo confesso que estou muito ansiosa por ver a Alice e a Inês juntas e por somar ainda mais amor à família que temos vindo a construir – até porque para já ela é só minha (risos).

Quais as principais mudanças que ser mãe trouxe à sua vida?

Tantas. Ser mãe é uma aprendizagem constante, diária. Por um lado sinto-me mais vulnerável, porque o meu bem estar e felicidade dependem diretamente do bem estar da Alice e da Inês – mesmo que dentro da minha barriga – mas, ao mesmo tempo, sinto-me muito mais forte e resistente. Aprendi a dar mais importância às coisas simples, que não precisamos de muito para estarmos bem, ter a minha filha com saúde, estarmos todos bem de saúde, e poder ter  tempo de qualidade  com ela é o que mais importa, o resto corremos atrás e fazemos acontecer. Mesmo cansada é a ela e à Inês que vou buscar forças até porque continuo  a ser uma mulher de trabalho e a realizar-me muito naquilo que faço, preciso de trabalhar, mas com a Alice também aprendi a valorizar a importância de parar e estar a 100% para a ela e para os meus, porque o tempo corre e são esses momentos que criam memória e nos dão a preciosa ilusão de que podemos parar o tempo. Aprendi a escutar mais e a aceitar mais as minhas imperfeições, consciente que dou o melhor de mim e que ser mãe é sermos perfeitas na nossa imperfeição. Valorizo ainda mais a minha mãe agora.

Do que sentia mais saudades relativamente à gravidez?

Talvez do facto de nestes meses os nossos bebés serem só nossos. De sentir os movimentos dentro de mim, de sermos um só.

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Qual o melhor conselho que daria a alguém que está prestes a ser mãe?

Que desfrute de todos os momentos, porque tudo passa demasiado depressa. Esquecer os julgamentos. Dar muito colo ao bebé. Vão existir dias difíceis, desafios, vamos sentir-nos tristes e ficar ainda mais tristes porque parece que esse sentimento não nos é permitido, porque temos o bem mais valioso da nossa vida e estamos tristes ou deprimidas, quando o que a sociedade exige é que estejamos a explodir de felicidade, só que uma coisa não impede a outra e muitas vezes numa fração de segundos vamos sentir-nos felizes e tristes, vamos ter a certeza que não há nada mais avassalador e é algo que nos transcende e vamos pensar “o que é que eu fui fazer à minha vida?!” (risos). Faz parte, aceitar os dias menos bons é fundamental e pedir ajuda também. Não temos de ser super mulheres. Aceitar que precisamos de apoio e que temos as nossas fragilidades é o que nos torna mais fortes, porque estaremos melhores e mais capazes para o nosso bebé.

Como está a Alice a reagir à chegada da irmã?

Para já, está a reagir bem, todos os dias pergunta se a mana já cresceu e se pode vir cá para fora. Dá beijinhos na barriga e fala com a mana. Há dias em que diz que quer ir para a barriga da mãe também.

O que a fez voltar a confiar na BebéVida nesta segunda gravidez?

São 15 anos de um trabalho excepcional. Um laboratório português, com uma equipa prestigiada, que trabalha com a tecnologia mais avançada e é detentora de uma acreditação única em Portugal, e depois – tão importante como tudo o mencionei – a forma como estão próximos de quem os escolhe, têm uma vertente humana que para mim é fundamental.

Porque achou importante realizar a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical?

Sei que são inúmeras as doenças que são tratáveis com as células estaminais do cordão umbilical e ficam imediatamente disponíveis após a colheita, um processo que é absolutamente indolor e nada invasivo. Havendo esta hipótese e podendo ser feito este investimento acho que não devemos pensar duas vezes. Apesar de acreditar que todos os pais ao  fazerem esta colheita e investimento desejam nunca precisar de a utilizar mas é mais uma segurança que temos, não há nada mais valioso do que a saúde dos nossos filhos. Fizemos esta criopreservação com a Alice e iremos voltar a fazer com a Inês, pela saúde das nossas filhas.

Entrevista feita pela Equipa Mamãs Sem Dúvidas

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